O Ensino do Cavalo de Obstáculos

Da leitura deste artigo poderão perceber com facilidade o motivo das três edições do livro “Equitação: Como e Porquê”, do Coronel Eduardo Netto de Almeida, terem esgotado. O pragmatismo e a fluência da escrita, associados à técnica, constituem também neste artigo, a melhor forma de nos mostrar o contributo do ensino, na preparação para o objectivo final do cavaleiro de obstáculos – o “percurso limpo”.

RAMADAN a galope montado pelo meu neto

Texto: Coronel Eduardo Netto de Almeida

1 – COMO SE FAZIA DANTES

Há bastantes anos venho reparando que as rédeas de oposição estão fora de moda, facto contra o qual nada tenho a opor, desde que a sua prática seja substituída por outra filosofia. Mas agora que tenho estudado com um pouco mais de pormenor alguns livros de equitação mais recentes, estou deveras preocupado por reparar que não há filosofia de substituição.

O que é a equitação? Há várias definições que me satisfazem, mas uma das que mais gosto é a de que EQUITAÇÃO É EQUILÍBRIO. Na realidade ensinar o cavalo a fazer o que quer que seja sem nos importarmos com o domínio do seu equilíbrio pelo cavaleiro, não é equitação. E não é equitação pelo simples facto de eu o afirmar. Não é equitação porque não é possível levar o cavalo a desenvolver todas as suas potencialidades sem o domínio do equilíbrio. Tal e qual como no ballet.

Mas o que é o equilíbrio? É a mais adequada repartição do peso pelos vários apoios (leia-se: membros) do cavalo de modo a colocá-lo nas melhores (leia-se: mais fáceis) condições para executar, com correcção, o exercício que o cavaleiro pretende. E este peso pode ser colocado pelo cavalo seja nos anteriores, seja nos posteriores; seja numa espádua ou numa anca. Ao cavaleiro cabe a tarefa de lhe impor essa distribuição tanto para que ele se encontre em cada momento no melhor equilíbrio, como para o impedir de sair dele. Porque não tenhamos dúvidas de que a maioria dos cavalos, por preguiça, não se importa de fazer piaffer sobre as espáduas ou de derrubar um obstáculo só para não ter que colocar o seu peso sobre os posteriores. E os poucos que não procedem assim valem rios de dinheiro. Daí que o cavaleiro deva ter todo o interesse em ser capaz de melhorar as possibilidades dos cavalos mandriões. E isto só se consegue através do ensino.

RAMADAN a ladear a trote montado pelo meu neto

Vamos exemplificar. O meu cavalo, com o equilíbrio que tem (isto é, com o que lhe é fácil de conseguir), faz perfeitamente provas a 1,30m. Será que eu me contento com isto? Será que eu não gostaria de poder ir mais longe com ele e poder entrar nas provas médias que me impõem que salte obstáculos a 1,40m? Se assim é, o que me impede de o fazer? É claro que a falta de controlo do seu equilíbrio me impede de o fazer!

Como é que se ganham provas ao cronómetro, como são todas as barrages? Os factores que intervêm no salto são a impulsão, a velocidade, o equilíbrio e o ponto de batida. Os 3 primeiros definem a forma da trajectória e o último a sua colocação em relação ao salto. Os 3 primeiros estão naturalmente interligados: quanto mais velocidade, mais impulsão e menos equilíbrio. Esta interligação funciona algumas vezes no bom sentido: se eu quero saltar a vala e se optar por muita velocidade, a coisa resulta porque o equilíbrio não me faz muita falta. Mas se eu estiver a disputar uma barrage ao cronómetro e tiver um vertical como último salto, a 50m do anterior, e quiser chegar lá depressa, ao aumentar a velocidade estou a sacrificar o equilíbrio e, portanto, a correr um grande risco. E é nestas ocasiões que o ensino se revela indispensável pois permite desfazer a natural correspondência dos 3 factores indicados.

Se nessa mesma barrage eu quiser fazer uma volta apertada para um vertical e se o cavalo se lembrar de sobrecarregar a espádua de dentro nesse momento, só o ensino me permite contrariá-lo de modo a evitar o toque fatal que me vai estragar a prova.

Posta a definição e a necessidade do equilíbrio vamos estudar um pouco mais a fundo como se consegue, pois é aqui que entram as tais rédeas de oposição. Bem. Não quero ser extremista e obrigar os cavaleiros a seguirem uma terminologia que não é necessariamente obrigatória. Mas a realidade é que, por definição, as rédeas de oposição se executam com uma retenção da frente e uma impulsão de trás. É claro que podemos dizer apenas que para se graduar o equilíbrio é necessário que as pernas empurrem, pedindo ao cavalo que avance mais depressa, e as rédeas o retenham de modo a que o cavalo, entre estes dois pedidos, se veja constrangido a deslocar-se com os posteriores mais avançados e, portanto, capazes de sustentar o seu peso (e também o peso do cavaleiro, é claro) sobre os posteriores. Isto é o mesmo que dizer que “sem retenção não há equilibração”. E é isso que tem que ser acentuado por quem não quer falar em rédeas de oposição.

E era com base neste ensino clássico que nós conseguíamos ter os cavalos a saltarem redondos e calmos. Era assim que nós resolvíamos o grande problema dos cavaleiros de obstáculos: terem cavalos que “alonguem” sem se “abrirem”, e que “encurtem” sem “morrerem”.

Será que estas noções são demasiado avançadas para os cavaleiros que andam nas provas pequenas e médias das nossas pistas? Será que apenas nos temos que restringir a ensinar que o que é preciso, e isso basta, é ensinar que quando o cavaleiro empurra, o cavalo tem que acelerar, e quando o retém o cavalo tem que travar? Será que isto chega para conduzir um cavalo na pista de obstáculos? Se isto chega, o cavaleiro não tem outra solução, quando o seu cavalo dá 3 toques em cada percurso, senão mandá-lo para o talho e comprar outro. Por amor de Deus, isto parece-me tão primitivo que me recuso a aceitar esta solução. Julgo que não tentar ensinar isto aos alunos, pelo menos aos que revelem um mínimo de tacto equestre, é pouco menos que fraudulento. E eu vejo nas pistas rapazes e raparigas que me parecem perfeitamente em condições de assimilar esta noção.

JAMAICA a ladear a trote

É que é perfeitamente desesperante assistir a coisas como a que me aconteceu um dia destes. Fui à roulotte do CANTINHO DO CAVALO, que está em quase todos os concursos do centro e sul do país, para comprar um freio. Devo dizer que me vi um bocado aflito na escolha, porque a variedade era muita mas a qualidade (equestre, não do material) era muito pouco apelativa. E de conversa com o dono do CANTINHO ele perguntou-me como era que o freio “actuava” pois gostaria de aprender para poder responder a clientes que lhe pediam “um freio que fosse bom para o meu cavalo”. É impressionante como os cavaleiros ainda têm a noção de que o ensino do cavalo se faz “com os ferros que se lhe metem na boca”. Não contesto que isso ajuda. Mas que não resolve, não tenhamos dúvidas. E é impressionante ver a variedade de ferros que lá se encontram. E se lá se encontram é porque os compram, é claro.

Mas, apesar disso, ainda um dia destes assisti a um concurso, no qual uma das distribuições de prémios da prova grande demorou um bocado, de modo que os cavaleiros classificados se foram entretendo a “mexer” os seus cavalos. Pois fiquei impressionado com um dos nossos melhores cavaleiros a fazer galope curto. Um galope muito “curtinho” mas com o cavalo completamente aberto, pois não “abria o compasso”. O posterior de dentro não “entrava”, e, claro, o galope tinha forçosamente que ser a 4 tempos. Como é que se pode fazer uma prova “grande” com um cavalo que não se “fecha”? O Brig. Callado é que tinha razão quando uma vez me dizia: “Eu até tinha medo!”

Pois o que eu vejo hoje em dia é que se ensinam os jovens apenas a conduzir os seus cavalos, mas não a ensiná-los. Isto é, verifica-se que os clubes hípicos são “escolas de pilotos” mas não “escolas de equitadores”.

E o que me assusta nos livros de equitação de hoje, é que não encontro referências à “retenção”” como substituto das antigas “rédeas de oposição”.

Mas que os autores têm essa “retenção” sempre presente no seu espírito, disso não tenho dúvidas.

Acabei agora de ler um livro sobre “ensino” que nunca fala de “retenções”, mas, a certa altura, o autor lá se descai, dizendo, no capítulo intitulado “As atribuições das pernas”.

«A pressão das duas pernas, no seu lugar natural (na vertical do assento), deve produzir instantaneamente um aumento da velocidade (põe para diante). A pressão das duas pernas atrás da sua posição natural, deve produzir um ganho de actividade. Isto é, em função das outras ajudas, realizar-se-á sem aceleração do andamento, ou mesmo até com abrandamento. Estas são intervenções que, aproximando-se da cintura abdominal do cavalo, solicitam, logicamente, a entrada activa dos posteriores para debaixo da massa. Entramos aqui no domínio da concentração.»

Por aqui se vê como um autor que, durante todo o livro não se referiu a “retenções”, chega a um ponto em que nada faz sentido se elas não existirem.

Lá que as retenções são difíceis e perigosas para quem não tem um certo “tacto equestre”, é verdade. Mas daí até se querer construir o “edifício equestre” sem elas, vai uma grande distância.

Valha-nos Deus!

Junto algumas fotografias, já antigas, de cavalos do meu filho a trabalhar, não porque pense que estão muito boas, mas simplesmente para mostrar o trabalho clássico que lhes fazemos. Que, de resto, não se destinam a preparar os cavalos para provas de ensino mas, apenas, para pôr os cavalos sobre a mão e a conseguir as “quantidades” de sujeição e equilíbrio necessárias para que possam ser conduzidos nas provas de obstáculos. Repare-se como, no trabalho a galope a perna de dentro de todos os animais entra francamente, para poder sustentar a frente. É que, para aumentar o equilíbrio do galope, o que é preciso é encurtar a distância entre as batidas dos membros que integram a diagonal associada e não a distância entre as batidas dos posteriores ou as dos anteriores. Só assim o cavalo “dá o dorso.

As últimas fotos do SKIPPY estão francamente desfocadas, Mas resolvi mantê-las porque, a primeira está com um galope muito correcto pouco comum em cavalos com este grau de ensino. O compasso está muito aberto e a distância entre os apoios dos posterior direito e do anterior esquerdo é muito curta como deve ser para que o cavalo dê o dorso. A segunda porque apresenta um cruzamento interessante.

Resolvi apresentar estas fotos porque gosto de documentar aquilo que defendo e as críticas que faço, com documentos que mostrem que não me limito a “embarcar” nas teorias dos outros ou em deduções teóricas.

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INFLUENZA EQUINA – A Gripe dos Cavalos


Tal como em outras espécies animais, e também no homem, a gripe dos cavalos é uma doença infecciosa causada pelos influenza-vírus, um grupo viral que se caracteriza por rápidas e constantes mutações. Por isso, vacinas contra esta virose são apenas parciamente eficientes, já que o vírus se modifica periodicamente. Felizmente, a maioria dos casos de influenza equina tendem a ser benignos, representando risco de vida apenas para animais debilitados, muitos jovens ou geriátricos. O maior problema causado por esta doença é de ordem econômica, já que ela acontece em surtos, que causam interrupção das temporadas desportivas, além de restrições ao trânsito de animais. Um bom regime preventivo alia aspectos de manejo – tais como nutrição e sanidade das instalações – a um bom protocolo de vacinação, sempre sob a orientação de um médico veterinário especializado em equinos.

 

          Sintomas e diagnóstico diferencial

Os sintomas da gripe dos cavalos são respiratórios, com tosse, dispnéia (dificuldade respiratória) e presença de secreção nasal esbranquiçada, além de febre, o que deixa os animais abatidos e sem apetite. Se não for reconhecida e tratada a tempo, a influenza pode dar oportunidade para a instalação de infecções secundárias, a mais grave das quais é a pneumonia; casos fatais de influenza geralmente se dão por alguma associação de patologias respiratórias. È muito comum que a influenza seja confundida com o garrotilho, outra doença respiratória comum em cavalos jovens, porém esta causada pela bactéria Streptococcus equi, e como tal sensível à antibioticoterapia. A influenza, como toda virose, não responde ao uso de antibióticos, embora os mesmos às vezes sejam prescritos pelo clínico veterinário em casos de gripe, para combater ou prevenir as infecções secundárias. Uma diferenciação importante entre influenza e garrotilho é que neste último a secreção nasal costuma ser de pus amarelo, e que nele muitas vezes há o característico abscesso dos linfonodos da faringe.

 

 

Expor nossos cavalos a uma variedade de situações e ambientes faz parte de um treinamento correto, mas também pode deixá-los mais suscetíveis a diversas patologias.

 

 

 

         Prevenção 

         A vacinação contra a influenza deve ser anual para todos os cavalos, com reforço em época de surtos, especialmente nas populações de risco, que são éguas matrizes e potros até a idade de quatro anos – em outras palavras, a vacinação é muito importante em haras e jóquei clubes. No entanto, toda vacina apenas estimula o organismo a produzir suas próprias defesas contra a doença; por isso, apenas cavalos saudáveis, bem alimentados e com o sistema imunológico plenamente capacitado têm condições de responderem à vacinação. Pela mesma razão, é inútil vacinar animais que já apresentam sintomas da doença. Também é preciso lembrar que o prazo para que a vacina comece a oferecer proteção é de 14 a 21 dias após a aplicação; por isso, em toda situação (competição, viagem, etc) onde as autoridades sanitárias exijam o atestado de vacinação contra a influenza, tem que haver planejamento para que a mesma seja aplicada com a devida antecedência.

 

Tratamento

Após a confirmação do diagnóstico de influenza, o médico veterinário prescreverá um tratamento individualizado para cada animal afetado. Em geral, recomenda-se:

a)    Isolamento – todo animal afetado, ou com suspeita de influenza, deve ser mantido isolado dos sadios, para diminuir ao máximo a propagação da doença. Quando ocorre epidemia de influenza em haras ou hípicas, pode ser necessário estabelecer uma área de quarentena.

b)    Repouso – todo cavalo acometido por influenza, mesmo que os sintomas sejam leves, deverá ter a atividade de treinamentos suspensa até a plena recuperação, durante um período mínimo de 14 dias, para evitar sequelas permanentes nos pulmões. O ideal é soltura diária em piquete pequeno individual, por algumas horas, e estabulagem em cocheira limpa e arejada. Permanência constante em estábulos úmidos, abafados e pouco higiênicos irá piorar o quadro.

c)     Alimentação – o concentrado deve ser reduzido à metade da quantidade habitual para reduzir o
risco de cólica. Todo alimento deve ser apetitoso e de fácil ingestão e digestibilidade, considerando que muitos animais apresentam irritação de garganta que, em conjunto com a febre, diminui o apetite. Volumoso fresco e tenro (capineira) é o ideal; pode ser necessário amolecer o feno deixando-o de molho em água por aproximadamente duas horas. Em alguns casos, também pode ser necessário molhar o concentrado. Neste caso, é preciso se precaver para que os alimentos não fermentem, o que leva a cólicas.

 

d)    Medicação: é sintomática de acordo com as necessidades do animal, podendo incluir, por exemplo:

1.     Antitérmicos (ex. Algivet) – controle da febre

2.     Soroterapia com complexo multivitamínico e antitóxico – reidratação e reforço do metabolismo, ajudando a combater os sintomas da doença. (Ex.: Andro Soro; ou Hipervit 20.000 mcg e Ornitil diluídos em solução fisiológica.)

3.     Broncodilatores e mucolíticos – para aliviar os sintomas respiratórios e otimizar a eliminação da secreção pulmonar, diminuindo o risco de sequelas e acelerando a cura. Um produto indicado para tanto é o Pulmo Plus Gel.

 

 

 

Na fase de recuperação é interessante adotar um esquema de trabalho leve (muito passo e trote), alimentação balanceada e também o uso de um protocolo de suplementação nutricional, assim acelerando a plena recuperação dos animais, fazendo com que eles ganhem peso, melhorem os valores sanguíneos e os indicadores gerais de saúde, possibilitando que retornem à funcionalidade plena com a menor perda de tempo possível.

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Equus-Dux usa os cavalos como personal trainers

“Quem consegue liderar e comunicar eficazmente com um cavalo também é capaz de liderar pessoas”, diz Franco Pedrazzi, o partner português da Horse Dream International. O desenvolvimento pessoal e da capacidade de liderança é o centro da actividade da empresa, representada em Portugal pela Equus-Dux -, que usa os cavalos como personal trainers de executivos e funcionários. O conceito já foi testado com sucesso em empresas como a Volkswagen ou o Deutsche Bank, que o implantaram nos seus programas de formação contínua.

“Os cavalos ensinam-nos como comunicamos, como somos entendidos e até que ponto somos ou não percepcionados como líderes”, explica o gestor da empresa, que começou a operar em Portugal este ano, no Centro Hípico da Quinta da Marinha. Mas porque precisamos de recorrer aos cavalos para nos indicarem o que também as pessoas nos poderiam dizer? “Primeiro, porque são animais que procuram instintivamente um líder.

Depois, porque ao contrário das pessoas, que têm muitos filtros, os cavalos são muito francos, dão-nos um feedback muito rápido e claro sobre os nossos pontos fortes e fracos, pois para eles é indiferente se estão perante um director ou um subordinado”, explica aquele italiano especializado em business coaching. “Ou sabemos comunicar com eles – levando-os a fazer o que queremos que façam, respeitando as suas ‘personalidades’ – ou não, e o próprio modo como o fazemos revela-nos indícios preciosos sobre a nossa personalidade.”

Através de seminários práticos que decorrem num picadeiro ao longo de um dia inteiro, os grupos são orientados para conduzir os equídeos com uma guia pela mão – mas sem os montar – levando-os a contornar vários postes. Importante é reter que “neste conceito de liderança não entra o domínio, mas sim a conquista do respeito e da confiança dos animais, tal como deve acontecer na gestão com as pessoas”, diz o homem que introduziu este método em Portugal.

“Não somos nós que ensinamos a liderar, somos apenas facilitadores, os verdadeiros mestres são os cavalos”, observa Franco Pedrazzi, dando como exemplo o ajustamento que tem de se fazer para obter resultados com cada um dos quatro cavalos, todos eles com personalidades diferentes.

Se, por exemplo, o Equus (um macho de 17 anos) precisa de um pulso mais firme, mas de ser tratado com muito respeito, a Quicas não gosta de se sentir muito pressionada, precisando da guia mais solta. Já a Dália, uma “senhora”, de 25 anos, gosta de fazer tudo com tranquilidade e devem ser respeitados os seus limites. “Com os cavalos, como com as pessoas, o importante é conquistar a sua confiança, ser genuíno e respeitar a personalidade e os ritmos de cada um.”

Uma personalidade autoritária tenderá a puxar a guia mais curta e a usar maior agressividade. Esse comportamento é depois visionado em DVD e muita gente nem se apercebe do quão autoritária é, ficando a conhecer-se melhor e com a vantagem de poder corrigir-se, observa Franco Pedrazzi.

LAZER PASSOU PARA TERRENO DE GESTÃO

Os cavalos podem revelar quem tem perfil de líder  e o seu estilo. A Eqqus-Dux chegou a Portugal para treinar profissionais para liderança, desenvolvimento pessoal e trabalho de equipa. Um conceito já testado no mundo inteiro

O conceito da Horse Dream International nasceu na Alemanha, em 1996, com um casal de executivos do sector das telecomunicações que começou a montar a cavalo como forma de aliviar o stress. Os benefícios sentidos foram tão evidentes na sua vida pessoal e profissional que  Karin e Gerhard Krebs começaram a apefeiçoar um método de de-senvolvimento pessoal com cavalos que hoje em dia já está presente em inúmeros países europeus, mas também na Nova Zelândia, Brasil ou Austrália, através de parceiros locais. Empresas como a Volkswagen ou o Deutsche Bank , depois de testarem o conceito, incluíram-no nos seus programas de formação contínua, quer para gestores de topo quer para departamentos inteiros. Uma extensa lista de multinacionais, mas também o banco controlado pelo português BCP,  Millennium Bank, já experimentou  o modelo de formação.

Fonte: Tudo sobre cavalos

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Projeto Anjo dos Cavalos – PAC

Projeto Anjo dos Cavalos, embora sem este nome e sem a pretensão de ser um projeto, iniciou suas atividades em 1.995, com a falecida e saudosa CELINA VALENTINO, conhecida como “Celina dos Leões” e “Celina dos Cavalos”. Vice-Presidente da UIPA-União Internacional de Proteção aos Animais, Celina, ajudou a elaborar uma lei com o então Vereador Brasil Vita, que começaria a ajustar a conduta de carroceiros e “proprietários” de cavalos, que circulavam livremente pelas ruas, avenidas e marginais da 4ª maior cidade do planeta.

      Celina conquistou o final do Leilão (prática “das propinas”) que se realizavam, irregularmente, em área pública no CCZ, e os animais acabavam retornando para seus “proprietários” que marchavam pelo asfalto, por quilômetros, retornando aos seus destinos.

      Lutou pela melhoria das baias no CCZ, uma vez que a infra-estrutura era zero para apreensão de cavalos em maior quantidade. Trouxe o laboratório para São Paulo para que a AIE (anemia infecciosa) fosse melhor agilizada, uma vez que somente na UNICAMP se procedia o exame e demorava 40 dias para os resultados. Algumas vezes, animais foram doados e o resultado chegava positivo devendo, o animal, retornar para o CCZ, a fim de procederem a eutanásia. Risco que muitos adotantes correram de comprometerem outros animais nos sítios depositários.

      Implantou o microschip, pois os animais eram marcados à ferro em brasa, com as iniciais do CCZ, situação, para Celina, insuportável e cruel. O microschip também garante a identificação e dados fundamentais do animal e seu adotante, nos casos de roubos, óbitos e monitoramento das doações.

      Celina foi ameaçada de morte inúmeras vezes, por sua coragem e organização, em desbaratar quadrilhas que negociavam cavalos entre a capital e outros municípios limítrofes.

 Foi brutalmente assassinada em 2002, deixando seus parceiros inconformados com sua ausência, saudosos e desesperados, acreditando que o projeto estaria acabado. Porém, pelas mãos desconhecidas do destino, uma voz se levantou para continuar a defesa dos cavalos e o prosseguimento do valioso trabalho de Celina Valentino.

      Há onze anos, a cidade estimava cerca de 8.000 cavalos e após a lei nº 11.887/95, e com o exercício desta, a obstinada Celina, seguiu com a conscientização de pessoas, comunidades e autoridades, enfrentando com determinação todas as dificuldades , fazendo assim, com que muitos “proprietários” de cavalos se afastassem da capital.

      Hoje, estima-se cerca de 3.500 cavalos, sendo que muitos são de outros municípios, mas circulam na capital, especialmente, nas periferias.

      Em 2006, a lei nº 14.146/06 de autoria do Vereador Roberto Tripoli, que após várias reuniões com os órgãos do executivo, amplia e atualiza a primeira lei, promove a divisão de tarefas com os outros órgãos da Prefeitura, além do CCZ, na responsabilidade de deterem as carroças nas vias públicas, desatrelamento dos animais de imediato, encaminhamento das carroças apreendidas para depósitos públicos, os animais para o CCZ, podendo seus proprietários, uma vez cumpridas as exigências legais, reavê-los ou perdê-los para sempre!

      Em casos de apreensão por maus-tratos, imediatamente, lavra-se o B.O e o “proprietário”, legalmente, não mais terá direito ao animal. Cumprido o prazo legal, tratamento veterinário, AIE negativo e microschipado, será doado para o Projeto Anjo dos Cavalos, apoiado pelo Quintal de São Francisco e Sozed/SP, que o encaminhará para a aposentadoria e descanso, em lares fora do município.

      O Projeto Anjo dos Cavalos, mantém 2 (dois) voluntários devidamente credenciados no CCZ que cuidam e se revezam (finais de semana, feriados e férias, inclusive), enquanto os cavalos permanecem nas baias, e assumem o compromisso de, quando necessário, encaminhá-los para hospitais veterinários, nas despesas com cirurgias e medicamentos, bem como, os transportes.

      Quando recuperados e em condições de saúde e bem-estar para viajarem, são transportados para os adotantes (depositários acolhedores), com todo sigilo e organização, para que a carga não seja atacada e recuperada por criminosos. Animais já foram roubados de adotantes em outras ocasiões, mas graças ao microschip e a ajuda da polícia, recuperados e reencaminhados para outro destino.

      Atividade difícil e perigosa!

      São anos de aprendizado e constante alerta. Animais são retirados das ruas diariamente, por abandono e por maus-tratos. As denúncias no 156 são encaminhadas ao CCZ e a operação preserva o denunciante, os funcionários e os voluntários que participam das ações.

      Temos muito orgulho deste trabalho que apesar de pouco divulgado, por motivos óbvios, caminha correta e seriamente, em concordância com a vontade da sociedade paulistana, que não mais suporta assistir cenas de crueldade e de abuso contra os animais.

      Agradece a todos que colaboram e participam das campanhas esclarecedoras sobre a vida dos cavalos em meios urbanos e lutam para que na próxima década, a cidade de São Paulo possa também, se orgulhar de tratar seus animais com dignidade, respeito e cidadania.

Projeto Anjo dos Cavalos – PAC
coordenação geral
coordenação de projetos especiais
www.anjodoscavalos.org.br 
pac@anjodoscavalos.org.br Este endereço de e-mail está protegido contra SpamBots. Você precisa ter o JavaScript habilitado para vê-lo.

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“Ivermectina” desaconselhada para potros



A Ivermectina não deve ser o desparasitante de eleição para o controlo de ascarídeos (vermes redondos) tais como o “Parascaris equorum” em poldros, de acordo com um estudo sueco recente.

Eva Osterman-Lind e Dan Cristensson do Departamento de Virologia, Imunologia e Parasitologia do National Veterinary Institute em Uppsala, investigaram a ocorrência de vermes redondos em 9 coudelarias na Suécia.

Foi feita a contagem de ovos nas fezes (FECRT) para determinar a eficácia de três desparasitantes para cavalos disponíveis no mercado (Ivermectina Fenbendazole e Pirantel) contra os vermes redondos em poldros de 6 meses.

Os poldros tinham sido desparasitados duas ou três vezes durante o Verão. Amostras de fezes foram examinadas para detecção de ovos de ascarídeos no dia da desparasitação e 14 dias depois.

A Ivermectina provou ser pouco eficaz ou quase nada, no controlo dos ovos de ascarídeos.

Potros de três coudelarias depois de desparasitados com Ivermectina continuavam com vermes redondos, 14 dias depois. Apenas numa coudelaria onde foi administrada a Ivermectina houve uma redução de 90% de ovos de ascarídeos.

Em contraste, a contagem de ovos 14 dias depois do tratamento com Fenbendazola resultou em 100% e no grupo de poldros tratados com Pirantel em 90%.

“A conclusão mais surpreendente deste estudo, foi que em 5 das 6 coudelarias a Ivermectina falhou no controlo de vermes redondos”, segundo o relatório Osterman-Lind and Cristensson.

A resistência à Ivermectina tornou-se num problema grave para as coudelarias suecas.

Concluiu-se que em vez da Ivermectina, o uso de Fenbendazole e Pirantel são os desparasitantes aconselhados no controlo de vermes redondos.

fonte equisport-pt

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Turismo eqüestre se fortalece no Brasil

O turismo a cavalo no Brasil desponta: não a galope, mas já arriscando os primeiros trotes. Não se trata da meia dúzia de cavalos que um hotel-fazenda mantém para entreter os hóspedes. O turismo eqüestre propõe passeios organizados e maiores, com animais de qualidade, guias treinados e mais atenção àquele que está em cima do bicho.

Esse filão já tem mercado em 50 países. Só na América do Sul, cinco países organizam profissionalmente cavalgadas. E o Brasil agora também começa a querer fazer parte dessa “tropa”.

Em 2006, três anos após a implantação do Caravana Brasil – projeto que divulga o país como produto turístico no mercado internacional -, a Embratur trará operadores estrangeiros para conhecer a infra-estrutura do turismo eqüestre no Brasil. “Embora não seja um segmento prioritário, é como o golfe e pesca esportiva. Ou seja, um turismo qualificado, que traz um visitante que fica mais dias e gasta mais”, diz Jurema Monteiro, gerente de apoio da Embratur.

Uma das primeiras iniciativas do setor no país foi a Cavalgadas Brasil (www.cavalgadasbrasil.com.br), operadora criada em novembro de 2005. A empresa montou dez roteiros para cavalgada no Brasil. São eles: Pantanal, na região de Aquidauana (MS), ilha de Marajó (PA), Itacaré (BA), nos arredores do Parque Nacional de Itatiaia (divisa entre Rio e o sul de Minas), Serra da Bocaina, Lages e Bombinhas (SC), Aparados da Serra (RS), Itu e Dourado, ambas em São Paulo.

Os operadores desse tipo de turismo têm duas barreiras para ultrapassar. Uma delas é desvencilhar a cavalgada do hipismo, ou seja, de que é preciso gastar para uma fortuna para ter o hábito de andar a cavalo. “A cavalgada é para quem pode viajar, mas não é para milionário. Por cerca de R$ 200 por dia, o turista tem pousada, refeições, cavalo, guia e seguro”, diz Paulo Junqueira Arantes, 54, sócio da Cavalgada Brasil.

A segunda é criar diferentes tipos de cavalgada, que vão além da voltinha em torno da fazenda com bichos calmos e lentos – perfeita e necessária para quem está começando, mas entediante para quem já tem certo currículo.

Os estrangeiros, em geral, gostam de passeios maiores, com até dez dias, sobretudo no Pantanal. Os brasileiros se contentam com os de um dia. E, em ambos os casos, para quem gosta de cavalgar, a hospedagem não é o item que mais importa, mas sim a segurança e a qualidade da travessia e a paisagem avistada.

E esta última temos de sobra, dignas de cinema. Não temos a cavalgada no topo das montanhas escarpadas, circundadas de pinheiros salpicados de neve, mas o Brasil pode se gabar por seus percursos também de tirar o fôlego, como nas terras altas da Mantiqueira.

Cavalgar é conhecer cada um desses lugares de maneira única, com a visão de 1,5 m a 2 m acima do que os nossos olhos humanos proporcionam, atingindo lugares de acesso quase impossível aos nossos pés ou aos veículos por nós inventados, num passeio silencioso e de qualidade rara, que não ataca a mata nem espanta a fauna.

Na cidade de Pirahy, em São Paulo, passeio combina história e visão cinematográfica

Depois de cavalgar, descansar numa casa de fazenda de 1680 soa como música para amantes desse tipo de atividade. Na histórica fazenda Pirahy, em Itu, a 103 km de São Paulo, o cavaleiro encontra hospedagem intimista e caseira.

Há chalés com quarto e cozinha ou apenas suítes fora da sede, mas o melhor é se hospedar em um dos quatro quartos da casa. Com decoração de móveis recolhidos em antiquário, fazem o turista se sentir no século XVIII. Há detalhes a serem aprimorados, como o espelho do banheiro (um tanto manchado) ou uma luz de emergência à mão (caso falte energia); nada que comprometa.

No passado, essa fazenda teve alambique (que ainda está conservado) e cafezal e produziu leite. Os primeiros proprietários eram bandeirantes e deixaram como herança o casarão, que, ao longo, dos anos, recebeu modificações, como um segundo andar e uma tulha de café. Para virar um hotel, surgiram banheiros.

O hóspede da sede da fazenda faz as refeições com os donos da propriedade, ali, na mesa da cozinha, servindo-se dos pratos que estão em cima da pia.

Já quem fica abrigado nos chalés saboreia o café da manhã e o almoço num rancho próximo ao casarão, servido por Sandra Neves, uma quituteira experiente, apesar de ter apenas 19 anos. A diária da fazenda inclui só o café, e as demais refeições saem por R$ 20 cada uma.

É daí que partem as cavalgadas em torno da área da propriedade, e os cavaleiros são recepcionados com bolo de fubá e cafezinho.

Para os não-hóspedes, é preciso haver pelo menos duas pessoas interessadas; com hóspedes, o tour pode ser individual –mas sempre à parte da diária. Em ambos os casos é preciso reservar, e os passeios podem acontecer todos os dia da semana.

Apenas uma cavalgada é fixa: a da lua cheia, que ocorre no sábado da semana em que o satélite natural da Terra se mostra redondo no céu –e inclui um jantar com comida caipira e cantoria.

Outra cavalgada sai dos domínios da fazenda, percorrendo as terras de algumas das propriedades igualmente históricas vizinhas da Pirahy, caso das fazendas Cana Verde e Capoava.

“O melhor é ver o mundo do alto.” Esse foi o comentário de Cristiane Augusto, 36, hóspede da fazenda que voltava a cavalgar após mais de uma década no dia da visita da Folha à fazenda. E esse alto da fala de Cristiane pode ser duplo: do alto do cavalo ou do alto dos morros da região ituana.

A área rural da cidade é presenteada com morros e vales –muitos deles pipocados de pedras–, que seriam quase inalcançáveis por outro meio de transporte. Os cavalos (a Pirahy tem cerca de 30, sobretudo mangas-largas) vão para o alto e para baixo dessas montanhas, ziguezagueando por entre lagos, rios e trilhas.

Ali vêem-se os búfalos criados na fazenda, com cara de poucos amigos e tomando conta de seus filhotes; um gavião em pleno vôo; o gado descansando no morro.

Para completar, durante todo o trajeto, o cão buldogue Spike, que vive ali na Pirahy, segue a tropa, como se fosse mais um dos cavalos. Só faltam sela e cavaleiro.

 

 
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Fabiano Vieira se machuca e volta ao Brasil para recuperação.

Fabiano Vieira, grande competidor nacional, no último final de semana disputou pela primeira vez uma etapa do campeonato Built Ford Tough Series da PBR nos Estados Unidos, esteve bem nos rounds e chegou à final invicto, mas devido à lesão que sofreu no tornozelo, não suportou os 8 segundos e caiu, mantendo-se em 10ª posição na etapa. Fabiano que na final montou contra a vontade do médico da PBR, já está no Brasil passando por tratamento.

Fonte e Fotos: PBR Brasil

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